Todos os dias de manhã me olho ao espelho quando vou secar o cabelo e pentear-me e quando tenho de desfazer a barba, ou melhor, esta pequena plantação capilar que devido a uma distração qualquer por parte do meu pai na hora em que me concebia ficou esquecida; sim pai, porque um homem às vezes precisa de ter uma barba como deve ser, quanto mais não seja para justificar ter de ligar a máquina de barbear de dois em dois dias, porque senão parece mal de tão pouca que é.
Mas voltando a outras pilosidades, quando me olho ao espelho noto que de dia para dia brotam mais um ou outro cabelo branco. Não é que me meta medo ou qualquer coisa do género, até tem o seu charme. Nascem um pouco por todo o lado, no meio do cabelo, nas sobrancelhas e até na parca barba.
Há pessoas que vão de imediato pintar o cabelo porque não se pode saber que estão a envelhecer. Como se não soubéssemos todos o que acontece a quem resolveu um dia vir a este mundo…
Eu nunca vou pintar o meu!
Já a minha mãe me dizia:
“- Tu fazes-me os cabelos brancos!”
Eu agora percebo-a, porque quase que posso jurar que os sinto a crescer em certos dias de maior nervosismo. E pensando bem nos cabelos dos meus avós, chego à conclusão que os meus pais devem ter sido frescos.
Às vezes estas e outras questões deixam-me os cabelos brancos… mas não o suficiente para ter medo dos sinais do tempo.
Adeus e relaxem porque essa cor fica-vos tão bem!







Olá a todos os fãs de “novélais”,
Olá a todos os viajantes (caixeiros ou não),




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